Teste: Chevrolet Prisma Joy demonstra ter custo maior que o benefício

Sedã compacto com carroceria antiga tem como principal atrativo o bom espaço interno, mas motor 1.0 quatro-cilindros não é dos melhores e o preço é salgado

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 20/02/2017 14:30 / atualizado em 20/02/2017 16:38 Enio Greco /Estado de Minas

 

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Já virou moda no Brasil. As montadoras lançam uma nova linha de um determinado modelo, mas dão continuidade à produção da geração anterior, com a carroceria antiga e conteúdo mais simples. Era para ser uma boa ideia, caso o preço fosse convidativo. Mas nem sempre isso acontece. A General Motors, por exemplo, lançou o novo Prisma com motor 1.4, mas manteve o antigo com o 1.0 de quatro cilindros, que foi recalibrado. A diferença de preço entre os dois é significativa, de quase R$ 10 mil, mas o conteúdo também é outro. Confira os pontos positivos e negativos do Chevrolet Prisma Joy 1.0.


O antigo sedã compacto da GM concorre com uma turma da pesada, alguns com motores mais modernos, 1.0 de três cilindros, que é o caso do Renault Logan Authentique, R$ 46.300, Volkswagen Voyage Trendline, R$ 45.350, e Hyundai HB20 Comfort Plus, R$ 50.065. Mas tem ainda o Fiat Grand Siena Attractive, equipado com o velho Fire 1.0 quatro-cilindros, R$ 43.590. O Prisma Joy tem preço de R$ 44.490, e com pintura metálica, seu único opcional, chega a R$ 45.890. O velho motor 1.0 da GM tem potência máxima de 80cv com etanol e perde para Logan e Voyage, ambos com 82cv.

A versão de entrada Joy traz as linhas antigas do Prisma, de antes da reestilização - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press A versão de entrada Joy traz as linhas antigas do Prisma, de antes da reestilização

VISUAL Se, comparado com os concorrentes, o Prisma Joy é o que tem o visual mais ultrapassado, com linhas não muito modernas. Bem diferente da nova geração. A versão não tem farol de neblina, as maçanetas de plástico são separadas da fechadura e a traseira tem lanternas grandes. Um dos atrativos desse sedã compacto é seu amplo porta-malas, com capacidade de 500 litros, que acomoda fácil a bagagem da família. Poderia ser melhor ainda se a tampa não tivesse as alças tipo pescoço de ganso, que roubam espaço, e fosse revestida internamente.

As rodas de liga leve podem ser compradas como acessório nas concessionárias - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press As rodas de liga leve podem ser compradas como acessório nas concessionárias

Por dentro o sedã também é espaçoso, tanto na frente quanto atrás, onde o túnel do assoalho é mais baixo. Porém, ali só existem dois encostos de cabeça e o cinto de segurança central é subabdominal. Os vidros traseiros não têm comandos elétricos, são movidos à manivela. O encosto do banco traseiro é inteiriço, impossibilitando diferentes configurações para o transporte de bagagens. E a visibilidade traseira é ruim, limitada. Os bancos dianteiros e o volante não têm ajuste de altura, portanto o motorista tem que ter a sorte de encontrar uma boa posição para dirigir. O puxador da porta do motorista e os comandos dos vidros estão mal posicionados, recuados.

Painel tem desenho simples e acabamento usa plástico duro por todos os lados - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Painel tem desenho simples e acabamento usa plástico duro por todos os lados

O acabamento interno do Prisma Joy segue o padrão da concorrência, com muito plástico duro por todos os lados, mas ele tem materiais de texturas diferentes. O painel tem desenho simples, com central multimídia pobre e de conexão complicada. Mas, se servir de consolo, tem TV. Tem também a versão básica do OnStar, com contato direto com a Central de Relacionamento Chevrolet e localização e diagnóstico do veículo. Os instrumentos são os tradicionais velocímetro, conta-giros, hodômetro e relógio, mas não tem computador de bordo. Tudo muito simples, o que deveria justificar um preço bem mais baixo.

No banco traseiro falta apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press No banco traseiro falta apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central

DESEMPENHO O motor 1.0 é o quatro-cilindros antigo da marca, mas foi recalibrado para apresentar números de desempenho e consumo melhores. A GM vai na contramão da história e por enquanto não apostou no motor três-cilindros. Na prática, o 1.0 do Prisma Joy mostra-se fraco em baixas rotações. É preciso ultrapassar as 3.000rpm para ele apresentar respostas melhores. Com peso e ar-condicionado ligado ele perde em desempenho e apresenta consumo apenas razoável. Depois de embalado, o sedã até anda direitinho, mas o câmbio manual de seis marchas não tem engates muito precisos, atrapalhando um pouco na dirigibilidade. Mas as relações de marchas foram bem escalonadas.

Porta-malas é espaçoso, mas parte dos 500 litros de volume é ocupados pelas alças da tampa - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press Porta-malas é espaçoso, mas parte dos 500 litros de volume é ocupados pelas alças da tampa

O Prisma Joy é um sedã fácil de manobrar, com bom diâmetro de giro, e suspensões que privilegiam a boa estabilidade. Porém, é um carro mais duro, transferindo bem as irregularidades do solo para o interior, causando certo desconforto. Os freios, apesar dos tambores nas rodas traseiras, atuaram de forma eficiente. Em resumo, o Prisma Joy tem cara antiga e conjunto mecânico com algumas modificações. Tem o espaço interno como seu principal atrativo e perde pontos diante da concorrência pelo conteúdo e desempenho. Se tivesse preço menor talvez teria maior poder de convencimento.

O velho motor 1.0 quatro-cilindros foi retrabalhado para entregar melhor consumo e desempenho - Juarez Rodrigues/EM/D.A Press O velho motor 1.0 quatro-cilindros foi retrabalhado para entregar melhor consumo e desempenho

FICHA TÉCNICA

MOTOR – Dianteiro, transversal, quatro-cilindros em linha, flex, que desenvolve potências máximas de 78cv com gasolina e 80cv com etanol a 6.400rpm, com torques máximos de 9,5/9,8kgfm a 5.200rpm

TRANSMISSÃO – Tração dianteira com câmbio manual de seis marchas

DIREÇÃO – Pinhão e cremalheira, com assistência elétrica progressiva

SUSPENSÕES/RODAS/PNEUS – Dianteira tipo McPherson, sem barra estabilizadora; traseira, semi-independente, com barra de torção/ 5 x 14 polegadas de aço/185/70 R14

FREIOS – Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS

DIMENSÕES – Comprimento, 4,27m; largura, 1,70; altura, 1,47m; entre-eixos, 2,52m

CAPACIDADES
– Tanque de combustível, 56 litros; porta-malas, 500 litros; capacidade de carga, 375 quilos; e peso, 1.028 quilos.

CONSUMO INMETRO – Cidade: 12,9km/l com gasolina e 8,7km/l com etanol; Estrada: 15,6km/l com gasolina e 10,9km/l com etanol

Encontre seu veículo
O ano inicial não pode ser maior que o ano final.
O preço inicial não pode ser maior que o preço final.

Refinar busca

Últimas notícias

ver todas
28 de dezembro de 2015
26 de dezembro de 2015
13 de dezembro de 2015
09 de dezembro de 2015
07 de dezembro de 2015