Testamos o Nissan Kicks nacional, que ficou mais caro que o importado do México

Dirigimos o Nissan Kicks 1.6 SL equipado com câmbio CVT, fabricado no Brasil, que traz ampla lista de itens de série e pintura bi-ton, mas é mais caro do que quando era importado

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postado em 02/10/2017 10:07 Enio Greco /Estado de Minas
Edésio Ferreira/EM/D.A Press

Nem sempre o fato de uma montadora nacionalizar determinado modelo significa que haverá redução de preço. A prática tem mostrado o contrário. Um caso recente é do Nissan Kicks, que deixou de ser importado do México para ser produzido na fábrica de Resende, no interior do Rio de Janeiro. O modelo é basicamente o mesmo em termos de design, com suas formas robustas e modernas, mas ganhou nova versão, mais equipamentos e teve o preço aumentado. Testamos a versão topo de linha, a 1.6 SL com câmbio CVT, que tem seus prós e contras.

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Quando era importado do México, o Nissan Kicks tinha preços que iam de R$ 68 mil para a versão básica a R$ 93 mil para a topo de linha. Em julho, a Nissan lançou no mercado o modelo nacionalizado, trazendo também as novas versões 1.6 S com câmbio XTRONIC CVT e a intermediária 1.6 SV, ambas com o mesmo conjunto mecânico. Na ocasião, a versão de entrada, a 1.6 S com câmbio manual, tinha preço de R$ 70.500, e atualmente já é vendida por R$ 71.990. A 1.6 S CVT tem preço de R$ 80.490, a 1.6 SV CVT, R$ 86.990, e a topo de linha 1.6 SL CVT, R$ 95.990. A Nissan salgou os preços, apesar do modelo ser produzido no Brasil, mas a justificativa é de que o SUV compacto ganhou em conteúdo.

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ELETRÔNICA No caso da versão testada, a 1.6 SL CVT, a lista de equipamentos é bem interessante. Além dos itens da versão SV, ela traz maçanetas cromadas, sistema multimídia Nissan Multi-App, retrovisores com rebatimento elétrico automático, controle inteligente de chassi (Chassi Control), que agrega sistemas eletrônicos como o controle inteligente em curvas (Active Trace Control), o estabilizador inteligente de carroceria (Active Ride Control) e o controle inteligente de freio Motor (Active Engine Brake). Traz ainda acendimento automático dos faróis, airbags laterais e de cortina, ar-condicionado automático digital, sistema de câmeras com visão 360 graus, detector de objetos em movimento (MOD) e painel de instrumentos TFT.

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Como opcional, a versão topo de linha pode ser equipada com o alerta de colisão com assistente inteligente de frenagem (FCW e FEB), item vendido no pacote Pack Tech, que inclui os faróis dianteiros com assinatura de LED. Além disso, o Kicks nacional ganhou quatro novas combinações de pintura externa em dois tons, que se juntam à conhecida cinza com teto laranja. Mas curiosamente, a versão não tem controle de velocidade de cruzeiro, o ar-condicionado digital não tem saídas para os passageiros do banco de trás e existe apenas uma entrada USB.

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POR DENTRO Mas o Nissan Kicks tem outros atrativos, como o espaço interno, embora atrás só se acomodem com conforto dois passageiros. O motorista conta com banco com ajuste de altura, mas não tem a regulagem lombar. O volante pode ser ajustado em altura e distância e traz os comandos do som, computador de bordo e acesso ao celular. O acabamento interno tem plástico de boa qualidade e detalhes em couro bege. O sistema de multimídia disponibiliza streaming de música, GPS integrado com Waze, rádio e vídeo. É fácil de parear com o smartphone e ainda traz entrada auxiliar, toca CD e Easy wi-fi.

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O motor é eficiente, mas atua sem muito brilho, com uma performance não muito empolgante. O 1.6 quatro-cilindros, com 114cv e 15,5kgfm de torque, dá conta do recado, porém é ruidoso quando trabalha em rotações mais elevadas. O câmbio CVT não tem trocas simuladas e só traz a tecla Sport na própria alavanca, fazendo o motor trabalhar em giros mais altos. Tem também a posição L, que mantém o câmbio em “marcha” mais reduzida. Em um percurso misto, abastecido com etanol, o computador de bordo registrou consumo médio de 6km/l. A direção elétrica foi bem calibrada e as suspensões são mais duras, garantindo boa estabilidade.

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O Nissan Kicks 1.6 SL disputa espaço no mercado com o Honda HR-V EX, que tem motor 1.8 16V de 140cv e câmbio CVT com sete marchas simuladas, e custa R$ 94.600. Os outros concorrentes são o Jeep Renegade 1.8 Longitude AT6, que tem preço de R$ 94.990, e o Hyundai Creta 1.6 Pulse Plus, de R$ 89.990. É uma briga boa que pode ser definida nos detalhes do conteúdo ou pelo visual, já que a faixa de preço é parecida.

Tags: 1.6 cvt sl greco enio brasileiro nacional kicks nissan vrum

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