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Portabilidade financeira é uma boa opção?

Modalidade permite que o consumidor mude de banco no meio a um financiamento, porém ficar ciente de como funciona é de suma importância

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postado em 05/03/2018 16:20 / atualizado em 05/03/2018 16:30 Gustavo Carvalho

Saiba se a modalidade cabe no seu bolso  - Jarbas / DP Saiba se a modalidade cabe no seu bolso
 

Muita gente almeja ter um carro, seja ele novo ou seminovo. Porém, em tempos onde o dinheiro pode ser um impasse, é bastante comum encontrar pessoas que optaram por realizar financiamentos a fim de adquirir o bem. Quando as parcelas começam a interferir no orçamento, alguns recorrem à portabilidade financeira. As propostas feitas por bancos são tentadoras e aparentam ser perfeitas, mas é preciso ficar atento para que o que deveria ser vantajoso não vire prejuízo.

Segundo dados do Banco Central, de janeiro a março do ano passado a portabilidade de operações de crédito chegou a R$ 2,891 bilhões. O número quase triplicou quando comparado com o mesmo período do ano retrasado, que totalizou R$ 1,109 bilhão. O advogado especialista em direito empresarial, Rodrigo Cahu, conta que existem algumas vantagens em aderir à modalidade. “Ao realizar o financiamento com o novo banco, os prazos e valores permanecem os mesmos, porém sem a incidência do IOF, por ele já ter sido pago no contrato com o banco anterior”, explica. Tanto pessoa física quanto pessoa jurídica podem solicitar a migração do débito de uma empresa para outra.

Rodrigo comenta que o novo banco faz uma análise minuciosa, com base em algumas documentações fornecidas pelo consumidor. “É preciso estar munido do número de contrato do antigo financiamento, do saldo devedor atualizado, da moeda de crédito se foi CDC ou Leasing, da taxa de juros anual, do custo efetivo total, do prazo total e remanescente e do sistema de pagamento” orienta. Deve ser informado o valor de cada parcela, bem como a data do vencimento dos boletos.

Entender como funciona o serviço ajuda o consumidor a não trocar gato por lebre. O gerente de fiscalização do Procon do Recife, Roberto Campos, reforça que, antes de tudo, o consumidor precisa analisar como o processo funciona e ver se é rentável. “Se atente quanto à taxa de juros que está sendo aplicada no mercado. Procure também verificar o período e o custo total da operação. Existem empresas que costumam aumentar a quantidade de parcelas e, consequentemente, os juros”, conclui. É importante não prolongar, pois isso pode influenciar no seu orçamento.


Confira as dicas:

Analise a taxa efetiva de juros que está sendo aplicada;

Procure não prolongar muito a quantidade de parcelas;

Se informe mais sobre o procedimento;

Verifique se a modalidade cabe no seu orçamento;

Caso esteja com dúvidas, procure um especialista no assunto.

 

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