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Peças falsificadas podem causar prejuízos

Saber a procedência das peças que são colocadas no veículo após reparos é de suma importância para garantir a segurança dos ocupantes e economia para o bolso do motorista

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postado em 06/08/2018 07:57


O filtro de óleo é um dos que podem ser falsificados. Foto: Thalyta Tavares / Esp. DP - O filtro de óleo é um dos que podem ser falsificados. Foto: Thalyta Tavares / Esp. DP
A falsificação de peças é algo que possui um histórico de dores de cabeça aos proprietários de automóveis. Isso porque, um item de baixa qualidade pode gerar problemas maiores no veículo e, consequentemente, mais gastos. Porém, atualmente, apesar do risco, essa realidade parece ter sido deixada um pouco de lado. Com a difusão das tecnologias, um dos medos que mais assombram os condutores é ter o carro hackeado. A cibersegurança parece ser algo cada vez mais presente no dia a dia dos condutores. Mas, por outro lado, é importante ficar atento à procedência dos itens que são utilizados nos veículos.
 
Isso porque, uma peça de carro sem procedência pode gerar dores de cabeça imediata ou, dependendo do item, a longo prazo. A venda desses materiais, além de ser ilegal, pode causar impacto em todas as indústrias de grande escala, inclusive na automotiva. Em um levantamento feito pela Comissão Federal de Comércio (Federal Trade Commission, com sede nos EUA) estima-se que a falsificação global de peças automotivas custe U$ 12 bilhões por ano à indústria. Mais de U$ 3 bilhões só na América do Norte.

Pastilhas de freios falsificadas podem afetar o componente e a segurança à bordo. Foto: Thalyta Tavares / Esp. DP - Pastilhas de freios falsificadas podem afetar o componente e a segurança à bordo. Foto: Thalyta Tavares / Esp. DP
Por conta da procura das montadoras por itens ser espalhada por todo o mundo, a falsificação de peças ganham um facilitador. O perigo é tanto que corre até o risco da própria fabricante comprar produto falsificado sem saber e equipar diversos modelos.

Rótulos falsificados e o uso errado de trademarks também são comuns nessa área. Essa prática resulta em perda de lucro para quem está seguindo as regras. Segundo o Departamento Americano de Comércio, estima-se que os produtos falsificados correspondam a 5% a 7% do comércio mundial.

Na hora de levar o carro na oficina é importante ficar atento as peças que estão sendo utilizadas. Foto: Mandy Oliver / Esp. DP - Na hora de levar o carro na oficina é importante ficar atento as peças que estão sendo utilizadas. Foto: Mandy Oliver / Esp. DP
Mas os problemas não ficam apenas no âmbito econômico. A dor de cabeça afeta principalmente o proprietário. Uma vez que, sem saber a real procedência do material utilizado, em caso de avarias precisa levar a uma oficina para realizar o reparo sem garantia.

Existem, inclusive, alguns itens que são mais fáceis de serem comprados falsificados. “Aqui na concessionária é mais difícil de acontecer porque a gente não recebe carros fora do período de garantia. Mas já chegaram clientes com o chassi de freio apresentando problema, com barulho e dificuldade na frenagem”, relata o chefe de oficina da América Ford Eduardo Azevedo.

Por isso é preciso observar com cuidado o tipo de equipamento que está sendo comprado. “Existem marcas que nunca nem ouvi no mercado e que são relatadas pelos clientes. Inclusive, muitas vezes as peças dessas marcas não atendem nem as especificações da montadora para o carro” aponta Eduardo.

Além do impacto financeiro de uma visita a mais na oficina, os produtos falsificados podem, inclusive, machucar pessoas. 
 
Peças de má qualidade podem colocar motoristas, passageiros e terceiros em risco. Os principais itens que são comumente utilizados sem boa procedência são aqueles com a vida útil menor. “Filtro de combustível e de óleo, amortecedores e disco de freios apresentam desgastes mais rápido. Uma consequência para a compra sem saber a procedência é que os equipamentos podem causar problemas de perda de estabilidade”, finaliza Eduardo.
 

Tags: téo mascarenhas yamaha mt-09 vrum

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